quarta-feira, 27 de julho de 2016

cansaço

terceiro dia seguido em que o A deita os miúdos e eu deito-me antes das vinte e uma horas. mas custo a adormecer, muito calor e pensamentos que não fogem. já não sei se é do ainda cansaço acumulado de não dormir, ou do stress geral, ou dos últimos dias que passo no trabalho dentro de salas fechadas sem tempo para fazer o meu trabalho normal, ou até pela menstruação que não aparecia há mais de seis meses (culpa dos ovários poliquisticos)... a verdade é que estou de rastos.

terça-feira, 26 de julho de 2016

descanso

dois dias seguidos em que me deito antes das vinte e uma horas. dois dias seguidos em que fica o pai a deitar os Bichinhos, mesmo indo levantar-se às cinco da manhã.

quando todos percebemos as necessidades individuais, é mais fácil encontrarmos, juntos, soluções reais.

sábado, 23 de julho de 2016

campos de férias - o lado de quem os deixa

a D foi para um campo de férias esta semana. um campo que eu amo, o grupo dos mais pequenos é dos quatro aos sete anos. faltam dois meses para a D fazer quatro anos.

conheço o campo de férias desde que me lembro. fui pela primeira vez quando tinha três anos, faltavam quatro meses para fazer quatro anos. fui lá campista e posteriormente monitora. amo aquele trabalho e aquele local. diz-me muito, apela a muitas memórias.

quando comecei a ser monitora, desejei que aquele fosse também o campo de férias dos meus filhos, logo desde pequenos, não era preciso chegar aos quatro anos.

mas depois de se ser mãe há coisas que mudam, e só me apercebi ao começar este ano - este seria o ano para a D começar, segundo os meus antigos pensamentos, mas achei que não era capaz de a deixar já. pensei ir lá no dia de visitas, para a D ter a sua primeira interação com o local.

vai daí, uma das minhas melhores amigas convidou-a porque ia ser lá diretora, exatamente nesse campo. no minuto que recebi o convite, soube que a ia deixar, mas haviam muitos sentimentos contraditórios, muitos se's. nessa noite, chorei. um aperto enorme estava no meu coração, o sentimento que sempre tive, antes de engravidar, de que tinha de lhe dar asas. dar asas não é apenas dar-lhe cultura e momentos de diversão, é ensinar-lhe, dar-lhe ferramentas, e mostrar-lhe que está bem mesmo quando nós não estamos perto. mas no processo, a minha dor é angustiante, não poder estar lá sempre, não a poder proteger, ter de dá-la ao mundo.

a primeira e principal razão para a deixarmos ir foi acreditarmos que ela era capaz de lá estar uma semana, "capaz" não no sentido de esforço, mas no sentido de ir gostar e aproveitar aquilo que tinham para lhe ensinar, as brincadeiras, cada momento - sabíamos que era crescida o suficiente. decidimos pôr o coração ao largo e fazer a inscrição.

depois foi tentar não sentir muito, e tentar ir dando-lhe informação prática para momentos que ela tivesse alguma necessidade, e teórica de como costumam ser os campos, do que iria lá fazer e do que de certeza iria gostar.. nunca lhe perguntámos se ela queria ir, da mesma forma como nunca lhe perguntei se ela queria ir para a escola. mas motivámo-la altamente para aquela semana.

deixámo-la em lágrimas e graças a Deus que já temos o S para nos distrair.

o primeiro telefonema foi um alívio enorme depois de pouca conversa ouvimos "mamã, estou com fome e estou cansada de estar em pé, falamos depois".

aliviei, tentei esquecer. ao segundo dia senti-me a respirar de novo. recebi um telefonema em que ela não parava de chorar, queria-me. disse que não queria telefonar-me, mas que me queria. é rija a miúda e isso muitas vezes preocupa-me mais - não me contar o que a chateia, não querer que eu a oiça quando está a chorar. depois de mais umas horas de sufoco, ela acalmou e nós também. eu sabia que ela estava cansada, sabia que naquele dia adormeceu na sesta e acordaram-na pouco depois e que esse era o principal motivo para o pranto, mas naquele momento só quis correr até ela e ir buscá-la. não a iria deixar lá se ela estivesse infeliz, mas sinceramente não me parecia que ela estivesse.
no dia seguinte o aperto existia - felizmente a minha amiga deu-me informações para me confortar sempre que precisei. um telefonema calmo mas apertado em que ela perguntou se podia dormir comigo quando voltasse, muitas conversas que ela falava de saudades. cada dia uma eternidade, mas mensagens e conversas curtas foram-me fazendo feliz. soube que ganhei um genro, soube que ela adorou o postal que deixámos para lhe entregarem durante a semana. na quinta feira telefonei para lá, mas seria apenas a minha mãe a falar. quando a chamaram, ela não quis vir, mas quando soube que era a avó, veio a correr! disse que estava a divertir-se, e que naquela altura estavam a fazer-lhe uma trança. na sexta feira era a noite de gala, recebemos um vídeo com ela linda, super feliz, não parava de saltar! telefonámos durante o jantar e ela estava super contente, sem nos dar muita conversa porque tinha fome e estava a haver o jantar.

sábado, dia de a ir buscar. despertador para as 7.30, acordei sozinha às 6.30. vou buscá-la!

quarta-feira, 20 de julho de 2016

overnight oats

o melhor disto é que, logo à partida, mentalmente, faz-me lembrar uma sobremesa maravilhosa e por isso, quando vou comer, consigo saciar não só a fome como a vontade de doces que, normalmente, me ataca pelas dezasseis horas.

estas foram feitas ontem à noite. fiz em dois frascos pequenos e tudo a olho. foi pela ordem:
. iogurte líquido (pouco e só porque estes flocos são grandes e por isso o iogurte não chega a baixo se só o colocar em cima)
. flocos de aveia
. sementes de chia
. iogurte líquido
. meia banana cortada
. mirtilos (num frasco) amoras (noutro frasco)
. canela
. iogurte líquido (o resto)

nos dois frascos gastei apenas uma banana e um iogurte líquido de tamanho individual. e tenho o lanche para os próximos dois dias pronto.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

pés que se foram

há muitos anos que sei de mulheres cujo pé aumenta com a gravidez.

logo após a D nascer, apercebi-me que precisava do número acima, às vezes, consoante modelo. achei também que, como os meus pés incharam muito e um deles parecia não ter ainda voltado ao normal, e portanto a necessidade do número acima ser mais relativa à largura do que cumprimento.

não tenho feito compras para mim, quando faço é o mais barato possível. ainda não estar com o corpo com o qual me sinto bem, o orçamento apertado, o desconhecimento face ao trabalho do A, assim o obrigam.

mas estava mesmo a precisar de calçado, apaixonei-me por umas sandálias e.. trouxe para casa o 39. eu estava no 37, consoante modelo até podia ser 36.

vim para casa sempre com a mesma questão: para onde foram os meus pés de princesa?

sexta-feira, 1 de julho de 2016

julho

 Carla Nazareth ilustrações

quarta-feira, 22 de junho de 2016

caracol?!

- mamã, MAMÃ.. hoje temos as duas totós, mas eu tenho um rabo de cavalo, e tu tens um caracol!

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