sexta-feira, 28 de agosto de 2015

a cada dia conversas maiores

fui ver os The Gift. quando cheguei a casa o A disse-me: depois de eu dizer à D que como estava sozinho ia deitar um de cada vez, a tua filha tem maturidade para chegar ao pé do S e dizer:

- mano, o papá vai preparar o leitinho e dar à mana e deixar-me na cama para a mana ir fazer ó-ó, não é preciso chorar porque depois o papá vem, vai tratar do teu leitinho e dar ao S. dorme bem.

é isto.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

babetes à prova da força do S

sinto-me a começar a ferver quando estou a dar comida ao S (note-se que ele raramente comeu bem) e ele distrai-se, (quando é para comer o miúdo distrai-se com tudo e com nada), por exemplo a tentar arrancar o babete. normalmente suja-s, sujamo-nos, com a velocidade que ele o arranca e com a força com que as mãos vêem.

surgiu-me a questão - como fortificar u babete? com uma mola!

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

forever home

fui a casa de uns amigos quando eles a compraram, ao sairmos disse ao A:

- é muito engraçada mas não para nós. tem WOW factor, mas eu na minha vivenda preciso é de espaço, preferia mais quartos ou arrumação ou quartos maiores do que uma sala com tecto alto, com a altura e declive do telhado.

como já aconteceu em várias circunstâncias da minha vida, tive uma primeira impressão muito longe do que viria a sentir. é o chamado "aprender a estar calada".

há uns meses atrás, sonhei que tinha comprado a casa. sonhar mesmo a dormir. estou habituada a sonhar muito e coisas inexplicáveis, e com os anos fui conseguindo não ficar dias perturbada com um sonho. por exemplo, sonhar com a morte já não me incomoda, desde que o tipo de morte seja habitual e a  pessoa que morre não seja "novato" nos meus sonhos. já sonhar com casas, sonhar que ia comprar uma casa em específico, que por "acaso" é a casa de um casal amigo, foi uma estreia! mas depois deixou de ser, uma vez que sonhei mais vezes. e com isto.. apaixonei-me. estamos a apaixonarmo-nos, os dois, porque foi impossível guardar este sonho para mim. juntos já mudamos a zona de trás, a entrada, as luzes da sala, já fizemos melhorias e pequenas alterações.. e isto tudo sem termos lá estado após o primeiro sonho, o que, confesso, poderia deixar-nos incomodados a todos.

após ver a casa deles pela primeira vez, talvez há uns seis anos atrás, muita coisa mudou na minha mente. vejo-nos a morar numa casa que nos sirva, não sendo necessário ser enorme ou extravagantemente despropositada. antes queria uma vivenda de quatro andares, era o que realmente me fazia sentido: cave com estacionamento, rés do chão, primeiro andar, sótão com muita arrumação. hoje quero espaço amplo, não ter tralha, ter espaço e tempo para brincadeira, um bocadinho de terra, espaço para o aniversário dos Piolhos, e para os nossos jantares. prefiro algo original do que espaço e espaço de arrumação.

há cerca de um mês mandei mensagem à minha amiga:

- Mulher, não sei porquê mas não paro de pensar em ti. Sabes que até já sonhei duas vezes que ia comprar a tua casa?! UFA.. Estás bem? Beijinho

- Deus é tremendo e fala aos seus filhos. Nós não estamos muito bem... mas temos de falar ao vivo e a cores... mas não te preocupes... um bj enorme

e assim questiono-me, Deus estava a falar comigo para eu a acarinhar por não estar bem, ou a fazer-me ver que a casa vai ser minha?

o problema agora é que, soube hoje, estão em processo de divórcio. eu gosto muito mas mesmo muito deles e tudo isto está a mexer muito comigo. mas.... será que ficam com a casa?

terça-feira, 11 de agosto de 2015

adormecer bem

ou melhor, estar tão entusiasmada de felicidade que não consigo adormecer, é:

conseguir fazer o que me propus hoje, ter o trabalho em dia, limpar as coisas na casa que queria limpar, estender roupa, pôr mais a lavar, estender mais, planear comida (e ser o marido a fazer), procurar novo sítio a experimentar na net, finalmente colocar o que comprei a pensar usar como pendente como puxador, enviar emails pendentes, recolocar os rodapés na cozinha, limpar todos os espelhos (obrigada Thais, é mesmo verdade que fazer as coisas por assunto demora muito menos tempo), limpar uma janela que se sujou no dia a seguir à limpeza detalhada, pensar em mudar a cama de viagem com a de grades, mudar uma, ver que a outra não passa nas ombreiras, decidir não trocar, mudar a disposição do quarto dos miúdos (e quando a D chegou ouvir: o que é que fizeste? porque o quarto está todo desarrumado??? - depois gostou),ir buscar os Piolhos,  receber uma prenda atrasada, termos um jantar calmo, lavar dentes, mais outros dentes, arrumar rapidamente o resto da cozinha e ficar a brincar com eles. o Pulguinha põe-se em pé, uma e outra vez, e de cada vez que consegue diz "PÉ!", pijamas e fraldas, leitinho e ficam os dois logo a dormir, eu aproveito e venho também.. mas o sono não vem.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

intercidades

gosto quando o intercidades pára em Entrecampos quando eu estou na plataforma, à sexta feira, dezassete e quarenta e dois, destino a Faro. a malta dos festivais, cheia de expectativas, aventuras de fim-semana que na segunda feira já sabem. a malta de escritório intriga-me, moram a meio caminho? no destino? fazem o trajecto todos os dias ou alugam uma casa para viverem em Lisboa durante a semana? ou têm em Faro uma casa de férias, por onde tentam entrar todos os finais de semanas? questiono-me porque não o fiz com mais frequência, antes dos miúdos, pegar no comboio e ir, sem nada marcado, onde fossemos parar alugávamos quarto, perguntávamos por um restaurante local, delicioso, tinto alto, não vamos pegar no carro a seguir..

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

dormidas

coloquei a chave à porta e cheirar a madeira, pensei que a empregada da vizinha esteve a olear as portas. abri ligeiramente a porta e voltei a livrar-me: a cama chegou! a nossa cama! a anterior já era nossa, escolhemos juntos, mas foi uma promoção maluca da moviflor, gostámos de tudo mas não pensámos em nada ao pormenor, nem era preciso. quase treze anos depois, o osteopata diz que o melhor é mudar de colchão, não resolve o meu problema de coluna mas pode ajudar no dia a dia. realmente estava muito velho e ouvia as molas com frequência. depois a altura, por ser baixa, sentia que me cansava imenso as costas e corpo, sentar e levantar, considerando ainda que me levanto ainda muitas vezes. comecei a pensar nisso. desde sempre que ouço o A dizer que gostava duma cama grande, dois metros por dois metros. achei graça mas pouco funcional, mas mais que tudo, não sabia onde a encontrar a preços razoáveis, mais o colchão e ainda os lençóis e restantes têxteis. decidimos agora pensar mais ao pormenor. ele queria dois metros de largura, eu queria gavetas para arrumação. mas também queria um quarto não atafulhado, por isso não queria mais mesas de cabeceira, mas queria uma cabeceira de cama das largas, com arrumação na lateral. não encontramos nada nas lojas normais, no fundo sabíamos que tínhamos de abdicar de algo, havia tantas variáveis.. e se na próxima casa a cama não cabe? então abdicamos da largura. mas depois chego à IKEA e ao escrever o código do colchão vejo que há de um metro e oitenta de largura, pergunto se tem disponível e quais as camas. e assim mudamos os planos e o modelo da cama, não veio uma cabeceira com arrumação, mas vieram gavetas para baixo, tive também certeza ali que o A não estava apaixonado pela ideia. veio o melhor de dois mundos, eu trouxe arrumação e altura da cama, ele trouxe vinte centímetros a mais!

estou desejosa pelo próximo domingo, acordarmos todos tarde, irmos todos ronronar para a cama dos papás, já cabemos melhor os quatro!

por outro lado, já há uns dias que a D falava que tinha de ir para a cama grande, sem sermos nós a puxar assunto. hoje antes da banhoca perguntámos, acentiu, arrumamos a cama (colocamos um edredon só para os pés, composemos o lençol para abrir mais abaixo, coloquei a cabeceira do lado de fora para ela sentir-se mais segura. jantar, brincadeira, leite e música, o A deitou-a na cama grande, com a almofada dos grandes que trouxemos sábado, virou-se para o outro lado como se tivesse sido sempre assim.

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