quinta-feira, 25 de agosto de 2016

complementares

gosto de brincos diferentes entre si mas que são um par. em cada orelha fica algo diferente, mas na junção, complementam-se. pode ser... uma lua e um sol, a Minnie e o Mickey, o 'good' e o 'morning', ou até o mesmo desenho mas um mais pequeno que o outro.

nesse sentido, criei uma linha de sapatos também complementares - um pertence ao outro, mas diferentes - why not?

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

fim de tarde

"vou só deitar-me no sofá um bocadinho"

foi o que disse hoje ao chegar a casa. dizer isto antes do banho e preparar roupas e coisas para amanhã... Significa que o cansaço já está novamente num farrapo.

o pai pôs-se a brincar com a D, com direito a pinos e cambalhotas. começa outro ataque de tosse, atrapalha-se e o lanche vai fora. coberta do sofá suja, chão sujo, pai a refilar com a miúda. levanto-me e sai um: eu só pedi para estar no sofá um bocadinho, e não é a menina que tem de gerir se as brincadeiras são ou não demais para a tosse, és tu o adulto!

noutros dias, o A teria aberto a boca e tinha corrido muito mal, hoje, saiu-lhe um "pois" e nem ar refilão fez - colhemos (tem dias) o que temos semeado duma comunicação mais transparente e do esforço de respeitarmos e confiarmos totalmente no outro enquanto mãe/ pai. hoje saiu-me mal, mas os momentos bons fazem com que ele tenha maior capacidade para perceber e ajudar-me quando não estou nos meus dias.

levei a D para a casa de banho, levei a coberta para a máquina, o A limpou o chão, eu voltei a deitar-me e ele seguiu para ver o que a miúda precisava.

o S entretanto estava com o seu novo jogo: pega numa raquete de ping pong de plástico mais num brinquedo qualquer que não seja bola (tem muito mais graça assim), manda o brinquedo ao ar e acerta-lhe com a raquete. vi que um mini brinquedo passou por cima de mim, ignorei mas... MAS.. senti uma gota na perna! podia ser alguém que, ao tentar falar alto se tivesse cuspido para cima de mim (naquele momento ninguém estava a falar perto de mim), podia ser uma inundação do andar de cima (apesar de ser a sala e ir trazer mais problemas se assim fosse), pensei que fosse psicológico e o melhor era mesmo esquecer.

até que o S grita:
mamã, muto xixi no chão!

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

frutaria

sítios destes, quase à porta do trabalho. ainda tenho de perguntar se, de vez em quando, tem ervas aromáticas a custo zero, como tinha o sr Vítor do Sommer de Almada.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

mais dormidas (ou como os miúdos que não dormiam, começam a dormir mais um bocadinho)

o cansaço apoderou-se de mim.. como por vezes (nos poucos posts que tenho escrito) tenho falado!


por muito que às vezes tente brincar com o assunto, é sério. mas não o quero colocar tão sério assim, porque faz-me mal e porque sinto que estou sempre a falar do meu cansaço. mas o cansaço faz com que eu deixe de ser eu - não me sinto eu, não produzo normalmente no trabalho, não tenho paciência para nada, não demonstro o amor que quero por quem quero, não me sinto acordada, grito, dou palmadas (e isto é mesmo uma confissão de quem não aceita que a palmada seja solução para o que for, por minima que seja), não permito que me ajudem, não deixo que me amem, não me reconheço nos meus pensamentos, não sou uma boa companhia, não gosto da pessoa que olho ao espelho, não sou a mãe que acredito poder ser, não cuido de mim, não me reconheço, perco-me.


assustei-me, um dia, em que parada no sinal vermelho, pensei que poderia fechar os olhos um bocadinho - como quando estamos a ver um filme em casa, e pensamos que se perdermos um pouco do filme, não faz mal. ABRI logo muito os olhos, assustada. tinha os meus Bichos no carro, e mesmo que não estivessem, eles precisam de mim. NÃO.. não posso fechar os olhos um bocadinho!!


já tinha falado um pouco das noites cá de casa... um dia, ao trocar email com a Mia  , a falar dum texto que a Mia escreveu sobre cuidar de mim em primeiro lugar, partilhei que neste momento é para mim é uma séria dificuldade , devido ao extremo cansaço em que me encontro. a Mia respondeu-me e fiquei dias a repetir aquela resposta na minha cabeça:


"(...)  decide se queres realmente mudar algo ou se queres manter-te uma vítima das circunstâncias (...)"


o que está nas minhas mãos mudar? o que estou a fazer para me manter vítima? estou a fazer-me de vítima? o que não estou a conseguir ultrapassar para ter ideias para mudar?


a Mia, ainda me falou do primeiro livro da Constança Ferreira, que, na realidade, eu já conhecia alguns textos dela, alias, eu e o meu marido, sem qualquer combinação e isoladamente, já tinhamos lido vários artigos da Constança. percebi que comprar o livro não fazia sentido - o livro está mais virado a pais com bebés pequenos e na altura, o S estava lançado para os dois anos. li mais sobre o trabalho da Constança..


entretanto, o A estava cada vez mais em stress porcausa do meu cansaço. ao ponto de propôr, feito maluco, que a médica de família me passasse algum medicamento. felizmente que a dra teve o bom senso de o orientar!


percebi então que não estavamos a ter ideias de melhorar as noites. e algo que podia mudar seria começar a fazer algo para descobrir tais ideias. decidimos marcar consulta com a Constança.


ir ter com a Constança foi um momento tranquilo no meio do stress dos nossos muitos últimos meses. um respirar fundo por si só, mesmo antes de qualquer ação de nossa parte.


após a consulta criámos momentos para o final dos nossos dias:
. os Bichinhos fazem tudo juntos (ainda não fazíamos isto tudo) - banhoca juntos, tempo livre juntos, jantar juntos, adormecer juntos (no mesmo quarto);
. os Grandes têm uns minutinhos para si;
. a música e os sons têm importância ao longo dos momentos, desde o fim da tarde até irmos deitar;
. preparámos a cama do S (de grades), no quarto de ambos, em que trocámos a lateral da cama por uma daquelas barras pequenas. o S fica com espaço para sair e entrar livremente e assim, ter maior autonomia;
. as tarefas que repetimos todos os dias, por exemplo o banho, podem ser usados como momentos de conexão familiar;
. o momento de adormecer é feito com um dos pais no quarto.


em jeito de resumo, digo que os primeiros dias foram de aprendizagem. muitas coisas já estávamos preparados para que acontecessem, mas logo à partida, e mesmo com as dificuldades que surgiram, sentir uma luz ao fundo do túnel deu um grande alento.


coloquei umas super almofadas no chão, para eu ou o A nos sentarmos no momento deles irem dormir. inicialmente o S não queria ficar na cama. vinha para perto de mim e não fazia mal - eu deixava-o um pouco, mimos e incentivava-o a ir-se deitar. a D também queria vir para perto de mim, e eu, deixava-a. ele adormeceu muitas vezes comigo, nas almofadas, a D normalmente ficava um pouco e dizia que queria voltar para a cama dela. logo ao segundo dia o S já sabia que podia sair da cama, mas não da zona das almofadas (entre camas). com o tempo o S começou a ficar na cama dele, mesmo demorando a adormecer, fica lá relativamente sossegado. às vezes quer conversar, quer que eu dê um beijo de boa noite ao cãozito, quer beber leite e após beber, diz que o cão quer beber leite. eu digo para ele informar o cão que ele já bebeu todo o leite do dia, ele ri-se e assim faz. já sabe que, em todas as conversações, tem de ser baixinho por causa da mana. a D, inicialmente, demonstrou tristeza, doia-me o coração. perguntava porque é que eu ficava mais perto da cama do mano e não da dela, pedia para eu me aproximar, mas quando eu lhe estendia o braço ela não me queria dar a mão. tentei dar-lhe o apoio possível, explicando o essencial na altura, mas durante o dia, falava mais com ela, sobre o mano precisar mais de eu estar perto, para que ele não fizesse barulho ou saisse muito da cama.. ela começou a perceber, com muitos beijos à mistura a tentar que ela nunca se esqueça que o amor é enorme mesmo quando não a pego ao colo. ao contrário do meu receio de se rebeliar contra o deixar repentino de adormecer na nossa cama ou no sofa, parece que foi buscar aquilo que tinha aprendido nos primeiros meses de vida e passado os primeiros dias, passou a adormecer em menos de cinco minutos.


o exemplo da primeira noite: na minha cabeça, estávamos a trabalhar apenas no início da noite, quando o maior problema é eles não dormirem muitas horas seguidas e na própria cama. mas, logo na primeira noite (!!), o S começou a choramingar menos duma hora depois de adormecer (pareceu-me ter-se aleijado), mas calou-se sozinho, quando eram quase uma da manhã, pediu-me água, fui buscar e ele sempre sem sair da cama, bebeu, deitou-se sozinho e assim ficou (eu não conseguia acreditar). quase às quatro da manhã voltou a acordar e, como a Constança nos falou, "após a uma da manhã não se tentam coisas" - pu-lo na minha cama e adormeceu logo. para acabar bem a primeira experiência, a D caiu da cama às sete e tal da manhã, mas até lá esteve sempre a dormir na cama.
ainda na primeira noite... AH! que coisa boa chegar ao meu quarto e não ter cama pequenina aos pés da minha própria cama. que bom estar super cansada mas puder ler um livro sem me preocupar com a luz para uma mini pessoa, (eu sei que preciso desesperadamente de dormir, mas também preciso de muitas outras coisas), que bom ser, eu também, lembrada de ser pessoa. lembro-me, nos primeiros dias, de sentir o meu quarto muito grande.


com o passar dos dias, o tempo até adormecerem foi diminuindo, a hora a que o S pede leite foi aumentando. a D começou, logo ao quarto dia, a adormecer sem ser agarrada à minha orelha já depois do S adormecer. a D também começou a não acordar logo que o mano começava a chorar, habituou-se rapidamente à presença do mano.


vieram as férias e com elas o não haver música de adormecer (na semana  em que estivemos fora). ao voltarmos e retomarmos as rotinas, parece ter havido novamente uns dias do contra! achei normal. a grande dificuldade é que, quando damos dois passos à frente, custa muito mais o único passo que damos para trás.


descobrimos ainda que, se eu sou a única que acordo com o choro deles (seja porque o A não consegue acordar ou porque ele está a trabalhar durante a noite), e se não posso obrigá-los a não acordar, posso deitar-me mais cedo. posso, quando o horário do A deixa, chegar a casa e ir-me deitar antes do Bichinhos - se for às sete e meia da tarde, que seja! a minha noite, mesmo com vários intervalos, no total terá mais horas! temo-lo feito sempre que possível - isto também está nas minhas mãos e o meu cansaço, frustração, stress, a ideia "perfeita" que nos obrigamos a ser, não me estava a deixar ver que podia ser uma solução.


o cansaço extremo está, neste momento no "um pouco menos extremo". a minha história de não dormir uma noite seguida desde a gravidez da D, há mais de quarto anos, continua interrupta, no entanto, já houve vários dias em que dormi mais do que quatro horas seguidas!






(  brevemente os updates possíveis :)  )

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

agosto

Carla Nazareth ilustrações

domingo, 31 de julho de 2016

parentalidade

perder a cabeça, uma e outra vez. recordar que estou cansada, esgotada, porcausa das más noites, mas não porcausa deles. não conseguir, levantar-lhes a voz, irritar-me, desiludir-me. inaginar-me nos sapatos deles, e se eu confiasse totalmente em alguém que me grita constantemente? que me dá mais ordens do que brinca?

respirar, cá de dentro. esperar, falar com Deus, acalmar.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

cansaço

terceiro dia seguido em que o A deita os miúdos e eu deito-me antes das vinte e uma horas. mas custo a adormecer, muito calor e pensamentos que não fogem. já não sei se é do ainda cansaço acumulado de não dormir, ou do stress geral, ou dos últimos dias que passo no trabalho dentro de salas fechadas sem tempo para fazer o meu trabalho normal, ou até pela menstruação que não aparecia há mais de seis meses (culpa dos ovários poliquisticos)... a verdade é que estou de rastos.

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