terça-feira, 17 de janeiro de 2017

o mistério das meias perdidas

em todas as casas é o mesmo problema. em todas não será, porque há pessoas muito orientadas e a verdade é que nunca ouvi a minha mãe a queixar-se desta situação (tenho de lhe perguntar).
em muitas casas o mesmo problema: onde está o par desta meia?

pois ando em cima deste assunto e aqui vão umas teorias:
- uma das meias caiu para trás do cesto da roupa, e ao tirar o cesto para as limpezas foi arrastada para baixo do frigorífico. quando arrastarmos o frigorífico para limpar, já passou tanto tempo que não nos lembramos que deitámos a primeira meia fora;
- uma das meias voou do estendal. eventualmente alguém vai vê-la e pô-la num sítio da rua para os vários vizinhos verem se é seu. o problema é que, mesmo que a meia não tenha sofrido qualquer aventura, vai estar com aspecto de ter sido violada pela boca de quatro cães e nem pensar em tocá-la;
- o cônjuge menos atento fez parelha com meias erradas. esta chateia-me, porque é possível que as meias não se voltem a juntar durante muito tempo. são forçadas a uma relação ilícita sem ninguém tirar prazer. tenho três pares de meias castanhas escuras. material, textura, tipo de coz semelhante. mas uma tem números por baixo dos dedos, outra tem letras junto ao coz, e a outra não tem nada - acho muito difícil não se ver o par, por muito que letras e números sejam minúsculos. tenho, tentando não exagerar, uns quinze pares de meias pretas, mas umas têm pequenos números ou letras, outras têm o coz maior ou menor, ou mesmo cortado por me apertarem. umas estão mais largas, outras deslavadas, umas tendem para o azul e outras para o cinza. qual a dificuldade?? o pior é se descubro que quem as trocou fui eu!

quais são as tuas teorias?

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

wrap up

gosto de embrulhos.

contêm o sonho muitas vezes desconhecido, escondido. fazem parte do que estou a oferecer.

estraga-me algo cá dentro quando se desembrulha à pressa, a parecer que não se olhou para o exterior, não se parou dois segundos a perceber que aquilo também foi pensado. não me chateia que se rasgue e deite fora o papel, apenas que não se dê atenção.

adoro fazer embrulhos que, mesmo imperfeitos, infantis, what ever, demonstrem o carinho que ali coloquei. e ainda adoro quando estou sem imaginação e ela aparece de surpresa.

hoje depois dos miúdos deitados e marido a ir trabalhar, levei umas quantas coisas para a sala e comecei. não sabia o que fazer de diferente, apenas sabia que estava quase sem tempo e não sabia onde e como escrever o nome do destinatário.

então pensei em fazer árvores de natal em washi tape, e quando olhei para o papel a usar para as prendas dos miúdos, tudo fez sentido: washi tape colorido a fazer de cachecóis :)

domingo, 11 de dezembro de 2016

calendário do advento: dia 10

fazer bolachas com os primos.

mas antes foi mais uma manhã maluca, em que faço com eles as coisas que têm de ser feitas, e às vezes arrependo-me porque não consigo descobrir forma de fazer melhor. o carro que não me deixa descansada, o dinheiro que só sai, ambos super irrequietos numa ourivesaria cheia de vidros super limpos e invisíveis, cansados quando preciso (já) trocar uma prenda que ainda nem ofereci. tantas birras por quem pede pelo meu tempo, tantos malabarismos com quem se acha na idade de que pode tudo. chegar esgotada e ter de acordar ambos para subirmos para casa, não por estar carregada mas porque não é justo para ela eu levar o mano ao colo que já sobe tão bem as escadas. e ainda o meio dia está longe e o meu cansaço e controlfreack a descontrolarem-se e a saírem em forma de grito com quem não tem culpa. o almoço inicia e o pai acorda, quando o apanho sozinho caio nos seus braços e desmancho-me como há tanto não acontecia, mas mesmo assim é só a ponta do iceberg. um único pensamento: não foi isto que desejei quando sonhei ser mãe!!

foi o suficiente para apanhar ar para respirar fundo e prosseguir. sorrir, agradecer.

e os primos vieram cá, chegaram já estavam quase os scones a ir para o forno (deviam ter sido o dobro mas não pensei que o nosso lanche fosse movendo-se até quase à hora da ceia). depois veio a massa das bolachas, de gengibre e canela, bem escuras até porque a farinha era também escura. ver todos sorrir, poder brincar, poder falar desabafar, partilhar os nossos filhos com os tios e primos, e sentir mesmo que todos os fazemos. adoro quando o meu irmão chama o S para brincar porque me vê esgotada, adoro como a D adora estar com os primos mais velhos, adoro como o meu irmão pega no S para fazer bolachas ou o que seja, adoro como o miúdo venera o tio e lembro-me como o meu irmão achava, no seu primeiro ano, que o miúdo não gostava dele.. adoro como partilho tanto com a minha cunhada.

[um mata post: aquele post que tem vários temas sem ter nada]

vê-los felizes, atender o telefone do meu irmão quando a minha mãe liga e conseguir engana-la. saber que uma das memórias mais antigas do meu irmão é de nós dois a brincarmos na marquise da minha mãe e eu mandar um chinelo pela janela. ficar a saber que há uma escola domiciliar muito perto de mim e fazer-me algum sentido.

e tê-los a agradecer-me por este dia com os primos.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

dezembro

 Carla Nazareth ilustrações

terça-feira, 1 de novembro de 2016

novembro

Carla Nazareth ilustrações

sábado, 1 de outubro de 2016

outubro

Carla Nazareth ilustrações

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

idades no trabalho

quando a crise se fez mais ver, uma das coisas que me chamou mais à atenção, foi pessoas de mais idade em trabalhos considerados mais de miúdos. comecei por reparar no McDonald's, depois trabalho em part time em caixas de supermercado, etc.

no meu trabalho já há vários anos que faço a ponte entre a minha empresa e um dos nossos prestadores de serviços, uma empresa que vende "cenas" nossas através de Telemarketing. sempre tentamos mantermo-nos presentes, ir lá visitá-los ou dar ações de formação, mas ultimamente devido a novos projetos com eles, tenho ido lá mais vezes.

a semana passada fui lá e estava um senhor a fazer chamadas para nós que devia ter cinquentas.. hoje foi mais uma formação, e uma senhora que desconfio ter idade próxima da minha mãe.

na realidade eu não sei a vida daquelas pessoas em específico, não sei se sempre viveram o dia a dia sem pensar no futuro, não sei se trabalharam numa grande empresa que roiu.. mas ver aquelas pessoas faz-me pensar, faz-me lembrar o agradecimento e a humildade.

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